Reestruturação de dívidas em tempos de crise

Reestruturação de dívidas em tempos de crise

Finanças       18 de junho de 2016

Uma ação de Reestruturação de Dívidas exige vários conhecimentos dos instrumentos de dívida existentes na lei e de sua adequação ao modelo de pagamento possível do cliente, que tem que estar consciente em alto grau de que não vai poder reincidir e dando total suporte no sentido de permitir a reestruturação sistemática da dívida. Já a empresa credora deve buscar os menores custos de dívida e permitir prazos de vencimento em sintonia com as possibilidades do cliente que tem real intenção de reestruturar suas dívidas. A chamada renegociação de dívidas é o processo de alteração dos valores devido ao tempo do débito, já a Reestruturação de Dívidas é a configuração destes valores em concordância com melhor lucratividade possível para a empresa credora, a aplicação do endividamento em valores de acordo com o tempo, para a real melhoria dos aspectos financeiros do endividado.

Com isso apontamos que a Reestruturação de Dívidas deve ser encarada como um modelo matemático financeiro de modo similar ao de uma compra de valor elevado parcelada ou até como uma locação temporária para efeitos de custos, ficando os juros tecnicamente fora da transação, ou pelo menos como os chamados “juros embutidos” de acordo com os valores no tempo, mantendo a modelagem.

Para entender melhor tal abordagem de Reestruturação de Dívidas, você tem que lembrar que dado que não houve lucro líquido, ao enfrentar o débito acumulado, você deve se comportar analogamente a um investimento no tempo futuro à sua Reestruturação de Dívidas. O primeiro passo na verdade, que deve ser anterior a qualquer processo de renegociação de dívidas é a análise que busque as origens dos problemas financeiros pelos quais você ou sua empresa está passando.  Pode ser necessária a contratação de uma consultoria especializada na função de renegociar os débitos junto às instituições financeiras credoras, fornecedores e prestadores de serviço e etc. É recomendável, já que vai existir uma à necessidade de dedicação total à geração de caixa, buscar alongar o perfil da dívida de modo a não desequilibrar o seu fluxo de caixa por causa da redução dos gastos a serem enfrentados no tempo da Reestruturação da Dívida.

A importância de operar segundo o inventário do endividamento

Qualquer gestor financeiro que enfrente um volume de endividamento vai proceder a relacionar de todas as dívidas, incluindo no inventário as principais características de cada uma. Os especialistas em Reestruturação de Dívidas recomendam que seja feito um inventário com as seguintes características:

– Os dados do credor, data de vencimento, valor, juros contratuais ou característicos do acordo, especialmente aqueles relacionados claramente àquele título em específico, e não a um contrato comum.

– Atenção para os títulos que são relacionados a uma única compra, e a outros títulos que podem estar relacionados a um contrato em especial, como contratos de serviço de representação, que possuem faturas mensais, comissões, pois isso implica em multas por inadimplência, e tipos de dívidas com multas e juros distintos daqueles títulos como duplicadas relacionadas à venda, por exemplo, não tratáveis dentro de uma mesma proporcionalidade em seus valores principais. Já que para os títulos como duplicadas, uma conta chamada gráfica, com cálculos de juros da categoria “pro rata temporis e as chamadas multas basta. Em outras Reestruturações de Dívidas pode ser necessário uma contabilidade mais complexa e você vão precisar da ajuda de um profissional capacitado para fazer todos os cálculos, com multas variadas dependendo do período, e com valores muito mais significativos em tais multas, que talvez impliquem negociação sobre essas e ações jurídicas específicas.

Os princípios de prioridade ou relevância na Reestruturação de Dívidas

Numa Reestruturação de Dívidas em tempos de crise, você vai precisar se perguntar qual a dívida mais importante a ser pago primeiro e que ordem de prioridade cada pagamento devem ser colocado.
A recomendação dos especialistas em Reestruturação de Dívidas é que você inicie o pagamento pelos credores que se configurem entre os maiores volume de dívida. Um detalhe imprescindível é que a manutenção do capital gerador é indispensável, e não deve ser interrompida para que as negociações não caiam por terra devido a uma segunda inadimplência.

reestruturação de divida bancaria

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Preze por uma boa comunicação entre você e o credor

Mantenha os credores permanentemente informados da sua situação ou da sua empresa e de seu total interesse na solução do problema com as dívidas em aberto. As situações internas relacionadas às prioridades dadas pela preservação do capital gerador podem necessitar ser ocultas de alguns credores, para omitir os passos que se está tomando, mas nunca, absolutamente nunca ofereça falsas informações sobre sua real possibilidade de reestruturar a dívida e principalmente pagá-la.

Uma boa comunicação com os credores pode garantir inclusive, ótimos descontos e liberações integrais dos juros, mas você pode ocultar que dispõe no momento de determinado valor, como sempre deve fazer com todos os credores, e ocultar também que parte do valor disponível está destinada a certo credor. São as estratégias que você têm para a manutenção do capital gerador, responsável pelo o pagamento com toda a segurança de outro determinado credor e que precisa ser estritamente bem cuidado.

Tornando o seu credor um parceiro na Reestruturação de Dívidas

Você deve buscar tratar todo credor, fornecedor ou prestador de serviço envolvido no endividamento da empresa como um possível parceiro para a Reestruturação de Dívidas, transformando essa situação de endividamento em um possível investimento lucrativo que pode gerar um fluxo de caixa ainda melhor que a situação anterior, com lucros e canais de comercialização e atendimento que antes, nem sequer existiam.

O seu credor é o seu parceiro em potencial, por isso ele não pode ser traído, para não passar a ser um litigante em busca de seus direitos, que são, dentro da lei, coerentes e justos, gerando uma demanda com elevados custos, prejudicando todo o processo de recuperação do seu nome e da sua empresa e impedindo a geração de lucro para todas as partes envolvidas na Reestruturação de Dívidas.

Mantenha sempre a transparência de todos os trâmites da Reestruturação de Dívidas

Uma vez dentro das parcerias desenvolvidas para Reestruturação de Dívidas, ou mesmo das simples negociações para o retorno de fornecimento, por exemplo, você vai precisar ter um imenso cuidado com os novos compromissos assumidos com os fornecedores, pois os novos fornecimentos devem ser realizados dentro da capacidade de pagamento que a empresa tem agora, e que só se tornará sólida, caso se mantenha dentro da sua capacidade de geração de caixa. Para honrar os compromissos recém assumidos e ainda o pagamento da dívida reestruturada.

No relacionamento com os credores, você deve proceder na escolha de quais informações devem ser fornecidas, e sempre na tentativa de consolidar as relações geradoras de lucro para ambas as partes, operações e benefícios dentro do processo de Reestruturação de Dívidas em andamento.

Renove a sua imagem ou a da sua empresa com a Reestruturação de Dívidas

Você deve desenvolver junto aos credores um novo conceito de credibilidade para a sua empresa, baseado no novo conjunto de fatos, no novo fluxo de informações e caixa que você possui, sempre que você possa comprovar as suas novas realizações no campo financeiro e tal processo só se dará com o cumprimento do pagamento da dívida reestruturada, cumprindo os valores e prazos assumidos no processo de renegociação. Então, só se obtenha um processo de renegociação que estabeleça ritmos que você possa cumprir através de um cuidadoso planejamento do fluxo de caixa do seu negócio.

Evite ao máximo novos problemas com endividamento

Lembre-se que o fluxo de capital da sua empresa tem sua própria capacidade de produção de ativos e ela é esgotável. O atrativo que certas concessões permitem ao credor na Reestruturação de Dívidas é trabalhar com a chamada “praça” que é um conjunto de credores, antecipadamente definido e com a demanda dos créditos que tenta reaver em valor de rentabilidade e finalmente promove a própria campanha de Reestruturação de Dívidas no tratamento com os endividados e o objetivo maior é uma reestruturação bem sucedida.

O planejamento para a Reestruturação de Dívidas

Você sabe que existe o que podemos definir como ambiente no qual a sua empresa está inserida e você pode ter o controle de repostas da empresa frente a mudanças de cenários financeiros, mas não totalmente o controle da natureza e intensidade dessas mudanças, que de maneira permanente influirão no fluxo de caixa e neste, então o segredo é planejar e se preparar sempre para o pior. Ou seja, todo compromisso, por mais sólido que seja, deve estar planejado minuciosamente para combater as várias possibilidades de descumprimento do acordo de Reestruturação de Dívidas. Sendo assim, o conjunto dos credores deve ser antecipadamente informado, se houver um problema que possa impedir o cumprimento dos compromissos assumidos anteriormente, e você deve responder prontamente com novas datas e a renovação imediata do compromisso, com pedido de desculpas pelas alterações da trajetória do processo de liquidação dos débitos, para garantir a devida manutenção das parcerias já consolidadas.

Quando a intervenção da justiça é necessária na Reestruturação de Dívidas

Quando a justiça intervém na abordagem da Reestruturação de Dívidas através dos profissionais do meio jurídico, como advogados e outros operadores do direito, é iniciada uma distorção da avaliação que leva a considerar que o direito brasileiro não é dotado dos mecanismos necessários que permitam o verdadeiro amparo legal a empresas em crise, quando  se trata do aspecto financeiro em geral e do endividamento. Para a justiça brasileira são abordados normal e limitadamente alguns conceitos de recuperação extrajudicial e de recuperação judicial para o pedido de falência. Para a justiça existem ainda os mecanismos específicos e certos meios de controle de dívidas, regulamentados pelo banco central do Brasil e pela comissão de valores mobiliários, que tratam de se adequar as normas básicas estabelecidas para o caso de endividamento e falência para serem tratados por um conjunto de normas e legislações específicas para as empresas de natureza constitutiva e operacional permitindo que elas sejam seus objetos jurídicos em caso de não Reestruturação de Dívidas mediante um acordó de partes.

Sendo assim, a Reestruturação de Dívidas em tempos de crise é o melhor caminho para que você limpe o seu nome ou o nome da sua empresa e possa seguir operando no mercado.