Planejamento Financeiro – O que é e como fazer na minha empresa

No campo empresarial consegue ser bem-sucedida a empresa que apresenta um equilíbrio entre as despesas e os lucros.

Um dos métodos que garante o equilíbrio financeiro ou até mesmo o seu extrapolamento num sentido positivo, é o Planejamento Financeiro.

Por isso, é extremamente necessário que todo empreendedor que gosta de gelar pela saúde financeira da sua firma, saiba o que é e como aplicar o planejamento financeiro para manter um bom nível de faturamento – o que será explicado já nos próximos tópicos.

Vamos lá!

O que é Planejamento Financeiro?

O Planejamento Financeiro consiste em estabelecer planos no setor das finanças da entidade, que ajudem a empresa a manter o Ponto de equilíbrio.

Esta planificação também busca estabelecer uma ligação entre todos os planos de administração financeira e os planos de produção e de venda, bem como das atividades administrativas que integram a firma.

Esses vínculos são importantes para o alcance da meta empresarial, pois sem coordenação de forças de trabalho, tal feito tona-se praticamente inalcançável, visto que se cada um dos segmentos da empresa trabalhar por conta própria, sem coordenação, isso irá impactar negativamente no resultado final.

Por conta disso, o planejamento financeiro pressupõe a coordenação global, sendo que os executivos financeiros, especialmente preparados e cônscios das possibilidades pertinentes aos seus respetivos setores de atuação, devem traçar as metas basando-se nas estimativas de todas as áreas que integram a empresa.

Deste modo, o planejamento integral deverá ser desenhado em perfeita sincronia com todos os executivos responsáveis pela política da empresa, onde se deve ter como premissa para início do trabalho, o seguinte:

  • A determinação dos futuros volumes de venda e produção;
  • A determinação dos recursos humanos necessários;
  • A determinação das providências a serem tomadas por cada setor da empresa, levando-se em consideração os planos de vendas e de produção;
  • A elaboração de um cronograma único, para a execução do plano integral.

Quais são as vantagens do Planejamento Financeiro?

O planejamento financeiro traz consigo muitas vantagens para a empresa, importando salientar que tais benefícios existiram somente se o plano financeiro for bem desenhado.

Confira algumas dessas vantagens, já a seguir:

#1 Maior performance nas operações

Com o Plano Financeiro definido na empresa, sob a forma de orçamento e válido por um determinado período de tempo, todos os funcionários procurarão chegar aos objetivos contidos nele, o que irá propiciar o trabalho em equipe e melhoria dos meios de comunicação internos.

Sendo que com a definição de um orçamento, também será possível fazer uma avaliação periódica do resultado atual, tendo-se como base os valores orçados, fato que também vai melhorar a forma de operação da controladoria na empresa.

#2 Definição das áreas certas para aplicar recursos

Os investimentos internos são bastante importantes para o crescimento da empresa, mas é necessário ter cuidado na hora de direcionar os seus recursos, sendo que deve haver uma demarcação entre o necessário e o supérfluo.

Por supérfluo entende-se toda o investimento que não converte em maior lucro, a curto ou em longo prazo.

Em muitas das vezes torna-se bem dificultoso fazer a distinção do necessário e do supérfluo, sendo que somente por via do planejamento é possível obter melhores bases para realizar tal distinção.

#3 Prática de “administrar por exceção”

Partindo do ponto de que a comparação entre o real e o orçado indica os défices que porventura possam existir.

Sem o sistema orçamentário, os fatos contábeis, da natureza estática, não permitem, à primeira vista, distinguir os pontos de estrangulamento da empresa.

Atualmente, as decisões empresariais precisam ser rápidas; nenhuma delas, porém, poderá ser tomada sem conhecimento de causa.

A técnica do planejamento permitirá identificar os pontos fracos da empresa, possibilitando imediata correção.

Tipos de Planejamento Financeiro

A distinção dos tipos de planjamento financeiro é feita levando-se em conta o fator tempo, por conta disso existem dois principais tipos de planos financeiros:

Planos Financeiros em Longo Prazo (Estratégicos)

Caracterizados por serem planos cujo tempo para a sua execução fica em um futuro distante (tendendo a contabilizar períodos de 2 a 10 anos), os planos financeiros a longo prazo empregam na maioria das vezes planos quinquenais que são revistos periodicamente à luz de novas informações significativas.

Normalmente os planos a longo prazo costumam a ser menos verificados em relação aos de curto prazo, principalmente quando se tratar de empresas que encontram-se sujeitas a elevados graus de incerteza operacional ou ciclos de produção relativamente curtos.

Por isso, Planos financeiros a longo prazo são vistos e mais empregues como parte de um plano estratégico integrado que, em conjunto com os planos de produção, marketing e outros, utilizam-se de uma série de premissas e objetivos para orientar a empresa a alcançar seus objetivos estratégicos.

Neste contexto, estes planos estão mais focados nos dispêndios de capital, atividades de pesquisa e desenvolvimento, ações de marketing e de desenvolvimento de produtos, estrutura de capital e importantes fontes de financiamento.

Sendo que nesta lista ainda se deve incluir a finalização de projetos existentes, de linhas de produtos, ou ramos de negócios; reembolso ou amortização de dívidas e quaisquer aquisições planejadas.

Tais planos tendem a ser subsidiados por inúmeros orçamentos e planos de lucro anuais.

Vale lembrar que a definição de “longo prazo” vai depender da empresa, acontecendo que para algumas empresas o período para o cumprimento de uma meta em longo prazo pode ser de 2 anos, enquanto pra outras pode ser de 8 anos.

Planos Financeiros em Curto Prazo (operacionais)

Esta categoria enquadra todos os planos financeiros planejados para serem executados em um curto espaço de tempo (de 1 a 2 anos), onde os principais insumos incluem a previsão de vendas e várias formas de dados operacionais e financeiros, e os resultados com mais relevância costumam a contemplar inúmeros orçamentos operacionais, o orçamento de caixa e demonstrações financeiras projetadas.

Por meio das previsões de vendas realizadas é possível partir para a elaboração de planos em curto prazo que visem o aumento da produção, se tendo em conta o tempo necessário para transformar a matéria-prima em produto acabado.

Partido desses planos, a firma já terá a possibilidade de realizar estimativas de necessidades de mão-de-obra direta, das despesas gerais de fábrica e despesas operacionais, o que beneficia a gestão financeira da empresa.

Conclusão: Analisando muito bem estes dois tipo de planejamento, nota-se claramente que praticamente não há diferença entre os planos de logo e os de curto prazo, no que diz respeito a forma de abordagem, ou seja, qualquer um deles pode ser aplicado na determinação dos custo, despesas, do fluxo de caixa, itens do balanço e dos itens de venda.

A diferença entre eles está apenas no modo de apresentação.

A importância do Planejamento Financeiro

Pelo fato do planejamento financeiro ser um processo por meio do qual é possível determinar o financiamento necessário para que a empresa continue a operar, sem ele, a companhia pode acabar por se enquadrar numa situação de insuficiência de fundos para cobrir com os gastos de operação sem ela sequer suspeitar.

Nesse contexto, a falta de um planejamento financeiro sólido pode causar falta de liquidez e, por isso, a falência – mesmo quando os ativos totais, incluindo ativos não líquidos, como estoque, instalações e equipamentos, forem maiores que os passivos.

Por conta disso, é importante que o setor financeiro das organizações preste muita atenção a este ponto, colocando em ação planos financeiros metódicos que permitam analisar as necessidades futuras de financiamento.

Como fazer um planejamento financeiro na minha empresa?

O processo que culmina na elaboração de um bom planejamento financeiro fica bem fácil quando contamos com conhecimento sólido no assunto, por isso, apesar das etapas para a elaboração deste plano serem aparentemente simples, é importante ter uma assessoria financeira na hora de fazê-lo, pois se por acaso houver alguma interpretação incorreta das informações, todo processo pode ficar comprometido.

Como consequência de planos mal feitos, a empresa é assolada de prejuízos na área financeira e administrativa em geral.

Por isso, não deixe de ter na hora de elaborar o seu plano um profissional que entenda do assunto.

“Confira o passo a passo para a elaboração de um panejamento financeiro, já a seguir”

#1 Busque ideias em todos os setores da empresa

A posse de informação é o ponto de partida para o sucesso de qualquer planejamento, por isso incrementar uma cultura de planejamento de modo a conseguir explorar as ideias de todos os cantos da sua empresa, deve ser a primeira acão para um planejamento bem-sucedido.  

É fundamental que o planejamento da empresa não esteja agarrado somente aos diretores e sócios da empresa.

É por meio da incrementação da cultura de planejamento que será possível envolver o maior número de pessoas nesse processo, independentemente do cargo que cada um ocupa na empresa.

Com o envolvimento de todo pessoal – que vai contribuir com ideias – você terá uma visão mais ampliada e mais realística da empresa como um todo, uma maior capacidade de análise das oportunidades de melhorias e contará também com um alinhamento de ideias e expectativas de todos envolvidos, o que dará um ritmo bem natural ao processo de planjamento.

#2 Estabeleça os planos a longo, médio e curto prazo

O melhor método para estabelecer um plano de partida, que seja realmente eficiente para mudar a cultura e guiar as ações da empresa, é tratando o planejamento em três vertentes: estratégico, tático e operacional.

Onde estes representam planos de longo, médio e curto prazo respetivamente.

O processo de planejamento deve iniciar com uma definição clara de metas, porque afinal de contas não há como começar uma caminhada sem antes definir o caminho, principalmente no campo financeiro, onde qualquer deslize afeta negativamente a empresa.

#3 Estabeleça um Budget anual

Não teria sentido fazer um planejamento financeiro sem estabelecer um budget ou orçamento anual com estimativas de valores mais realistas possíveis, pois este dado servirá de indicador na hora de verificar se os valores que estão entrando e saído da empresa estão sincronizados com os seus objetivos.

Fazer perguntas como quanto vou receber, quanto vou gastar e se posso gastar mais do que recebo já é um ótimo ponto de partida para definir o orçamento. Pra responder a essas questões use como base o Fluxo de Caixa e o rumo do mercado.

#4 Controle e melhore

Com o grande dinamismo que envolve o mundo empresarial atualmente, implementar um plano que não apresente nenhuma falha ao longo da sua execução, está cada vez mais impossível.

Por conta disso, o planejamento Financeiro não deve parar somente na implementação, é necessário que haja um controle contínua das estratégias que estão sendo implementadas, e caso se verifique alguma falha, a mesma seja estacada.