Margem de contribuição – Saiba o que é como funciona

O sucesso de qualquer empreendimento depende em parte do domínio que o gestor ou a área financeira tem sobre a entrada e saída de fundos na empresa.

Sendo que o conhecimento e aplicação de conceitos tais como a Margem de contribuição, ajuda bastante neste quesito.

O estudo deste conceito dá a empresa a possibilidade de prever o lucro que será auferido, dado este que é bastante importante tanto para o planejamento financeiro da empresa como para o processo de tomada de decisões no geral.

“Por conta disso, é importante que todo gestor tenha domínio sobre a Margem de contribuição, e pra dar uma mãozinha ao caro empresário, preparamos este post que conta com pontos básicos daquilo que este conceito significa para o seu negócio. Acompanhe!”

O que é Margem de Contribuição

De uma forma generalizada, Margem de Contribuição (MC) é a diferença entre o preço de venda e o custo variável, onde é:

Margem porque é a diferença entre o Valor da Venda (preço de venda) e os Valores dos Custos e das Despesas específicas destas Venda, ou seja, valores também conhecidos por Custos Variáveis e Despesas Variáveis da venda.

Contribuição porque representa em quanto o valor das vendas contribui para o pagamento das Despesas Fixas e também para gerar Lucro.

Outras definições de Margem de Contribuição podem ser encontradas em livros de vários autores, como a seguinte:

Segundo Martins (2009) – margem de contribuição nada mais é que a diferença entre o preço de venda é o custo variável unitário do produto, percebendo assim, sua relação com o custeio variável, o método de custeio que apropria apenas os custos diretamente associados, sem erros, aos produtos.

A margem de contribuição fornece uma potencial ferramenta para os gestores, já que ela, por ser o resultado da diferença entre o custo variável e o preço de venda de um determinado produto possibilita a mensuração do lucro.

A soma das margens de contribuição unitária permite aos gestores saber o quanto que eles vão dispor para cobrirem os custos fixos, e gerar lucro na empresa.

É primordial que as empresas busquem obter uma margem de contribuição superior aos custos fixos, já que a subtração destes elementos indicará o lucro da organização.

A Margem de contribuição é a principal medida de desempenho de um produto ou serviço, já que sua medida indica o quanto que ele contribui para o pagamento dos gastos apurados no período; no caso da margem se mostrar positiva, fica evidente que o produto apresenta viabilidade financeira.

Este indicador financeiro deve levar em consideração não só os custos variáveis decorrentes da fabricação de determinado produto, como também as despesas variáveis que esse produto irá acarretar; frete, seguro e comissões são exemplos de despesas variáveis.

Sendo que uma determinada organização só apresenta lucro no período quando a soma das margens de contribuição de seus produtos superam todos os custos e despesas fixas.

Como calcular a margem de contribuição?

O procedimento que possibilita o cálculo da margem de contribuição envolve vários aspetos a serem levados em conta, por isso é necessário que o gestor tenha cuidado na hora de fazer a sua dedução.

“Compreenda como calcular os diferentes tipos de margem de contribuição, já a seguir”

Margem de contribuição total

Para questão de cálculo, usa-se a seguinte definicao: A margem de contribuição é o montante que resta do preço de venda de um produto depois da dedução de seus custos e despesas variáveis.

A empresa só começa a obter lucro quando a margem de contribuição dos produtos vendidos supera os custos e despesas fixos do exercício.

A margem pode ser entendida como a contribuição dos produtos à cobertura dos custos e despesas fixos e do lucro.

Fórmula: MC = RBV – (CV + DV)

Onde:

MC = Margem de contribuição

RBV = Receita Bruta de venda

CV = Custo variável

DV = despesas variavam

Margem de Contribuição Unitária

É a contribuição que cada unidade de produto, ao ser vendida, oferece para a empresa compor o montante que deverá cobrir os custos fixos, as despesas totais e formar o lucro

Fórmula: MCU = RBVU – CVU

Onde:

MCU = Margem de Contribuição Unitária

RBVU = Receita Bruta de Venda Unitária

CVU = Custos Variáveis Unitários

Margem de contribuição e custos fixos identificados

Para melhor entendimento de como funciona a dedução da MC neste tipo de caso, vamos utilizar o exemplo abaixo:

Uma loja de camisas que venda uma camisa por R$ 50,00 pode apresentar a seguinte situação:

(-) Preço de Venda = R$ 50,00 (100%)

(-) Custo da Mercadoria Vendida = R$ 30,00 (60%)

(-) Despesas Variáveis = R$ 5,00 (10%)

(=) Margem de Contribuição = R$ 15,00 (30%)

Sendo assim, a margem de contribuição na venda de cada camisa representa 30%, logo 30% do faturamento mensal deverá equivaler ao montante de minhas despesas fixas.

São entendidas como Despesas Fixas, por exemplo, os honorários, salários, encargos sociais e trabalhistas, aluguéis, impostos, contas de água, gás, luz, telefone e condomínio.

Despesas fixas são aquelas que existem, independentemente da entidade ou empresa estar funcionando ou não.

Deste modo, por exemplo, por mais que o equivalente a produção de uma indústria seja zero, ainda assim notaram-se gastos com aluguel do prédio que sedia a empresa.

“Para um melhor entendimento deste segmento, entenda melhor já abaixo o que cada um dos dados envolvidos no cálculo da margem de contribuição unitária e total significa”

Valor Total das Vendas ou Vendas Brutas Totais – corresponde ao lucro total, consideradas as vendas à vista e as vendas a prazo e refere-se ao volume financeiro das transações comercias feitas pela firma, ou seja, é o produto da quantidade vendida de produtos e os seus respetivos Preços de Venda.

Custos Variáveis – no mundo empresarial, este dado diz respeito ao montantes pagos especificamente para adquirir o que a empresa se propõe a vender aos seus clientes. Deste modo, para cada setor da empresa obtemos:

Segmento Comercial: aqui os custos variáveis tomam a forma de valores correspondas a aquisição das mercadorias, observando quando necessário, o acréscimo do valor de frete e do IPI e outros valores pagos na aquisição das mercadorias. Também quando for o caso, descontado o valor de Crédito do ICMS.

Segmento Industrial: com os custos variáveis traduzidos no valor gasto na elaboração dos produtos, como matéria-prima, insumos, embalagens e etiquetas, aqui não são considerados os valores de salários fixos, nem mesmo do pessoal da produção, porque são valores pagos mensalmente.

Sendo que deste modo, estes salários não devem integrar o valor total dos custos variáveis para o cálculo da Margem de Contribuição.

Segmento de Serviços: aqui os custos variáveis tomam a forma de valores gastos especificamente para realizar os serviços referem-se aos materiais/peças aplicados na execução do serviço.

Por exemplo: em uma assistência técnica em eletrodomésticos, na realização de um serviço, as peças de reposição são consideradas como Custo Variável, pois só serão utilizadas se a venda de serviços acontecer, caso contrário, não.

Já os salários dos funcionários são pagos integralmente independente de terem sido vendidos serviços ou não, e devem ser considerados como despesas fixas, não integrando os valores de custos variáveis para o cálculo da Margem de Contribuição.

Despesas Variáveis: representam os valores pagos especificamente pelas vendas realizadas e são praticamente as mesmas para os segmentos de Indústria, Comércio e Serviços. Normalmente diz respeito a:

Impostos sobre as Vendas: montante ou percentual dos impostos respetivos das notas fiscais emitidas, portanto, só acontecem quando forem realizadas vendas. Considerar os impostos federais, estaduais e municipais conforme a natureza da empresa.

Comissão de Vendas: valores pagos aos funcionários ou representantes pelas vendas realizadas. Normalmente é estabelecido um percentual a ser pago pelas vendas que cada um realiza. Portanto, se não ocorrerem vendas, não ocorrem as comissões. Por isso, a comissão é considerada como despesa variável e não fixa.

Margem de Contribuição e Custo de Reposição

Uma das mais importantes funções da contabilidade de custos para fins decisórias é o suprimento de informações com relação aos valores dos atuais custos de produção, ou seja, custos atuais de reposição dos estoques de bens elaborados, bem como com relação à projeção de valores futuros de reposição.

Na intenção de facilitar o entendimento deste processo, tome-se o seguinte exemplo:

Uma empresa comercial que compre uma peça para revender e que esta tenha um custo de R$ 10,00, mas foi vendida por R$ 14,00, e a empresa tenha uma despesa incidente sobre esta venda de R$ 1,50, a margem de contribuição registrará o valor de R$ 2,50 (14,00 – 10,00 – 1,50), isto é, cada peça que esta empresa vender nestas mesmas condições contribuirá com R$ 2,50 para cobertura dos gastos gerais desta empresa, e o valor que Ultrapar do montante dos gastos gerais formará o resultado.

Este simples acompanhamento já é muito relevante para o gerenciamento, pois dará suporte para que o gestor possa decidir questões como: efetuar descontos para a venda em quantidades maiores, formar preço de venda base, verificar que peça merece maior incentivo para venda, verificar quantas peças precisam ser vendidas para cobertura de todos os custos fixos e outras vantagens.

Porém, ainda se referindo aos dados do exemplo apontado anteriormente, pode-se dizer que a contribuição oferecida pela peça de R$ 2,50 somente será convertida em resultado financeiro para a empresa se não for considerado o custo de reposição, isto é, precisaríamos verificar quanto irá custar a próxima peça, para reconhecer o valor que sobrará desta venda, já que é necessário repor outra peça para dar continuidade no negócio.

Suponha, entretanto, que o custo para repor esta mesma peça em condições de venda seja de R$ 11,00.

Então, a verdadeira contribuição que esta peça ofereceu, em termos de retorno financeiro para a empresa, foi de apenas R$ 1,50 (14,00 – 11,00 – 1,50), pois é realmente o valor que sobrou para a empresa, já que foi necessário desembolsar R$ 11,00 para a compra de uma nova peça e R$ 1,50 para o pagamento dos impostos sobre o valor da venda.

No entanto, é importante ressaltar que esta questão somente terá validade se consideradas, pelo menos, duas hipóteses: a continuidade da empresa e o resultado financeiro.

Em situação de descontinuidade da empresa ou do negócio, não existirá o custo de reposição.

Então, o valor que sobrou para a empresa foi o que se obteve até esta última operação.

Se considerar o resultado econômico do negócio, também o conceito de custo de reposição não fará nenhuma diferença, porque, em termos econômicos, o dinheiro pode estar tanto na conta caixa como convertido na conta estoques que o resultado não mudará.

Significa dizer que a inobservância do custo de reposição não afetará o patrimônio da empresa já que a diferença é somente financeira, podendo comprometer apenas os indicadores de liquidez, não havendo diminuição do patrimônio total.

Porém, quando o assunto é a gestão do negócio direcionado para o ganho financeiro, a observância do conceito de custo de reposição poderá fazer muita diferença, principalmente se o capital de giro for escasso.

Como exemplo desta situação, imagina-se que a empresa tenha em caixa o valor de R$ 50.000,00 para iniciar seus negócios e resolva aplicar este montante na aquisição de mercadoria s para revenda com a intenção de aumentar este valor.

Imagine que estas mercadorias foram todas vendidas pelo valor bruto de R$ 60.000,00; a contabilidade apontará para um resultado de R$ 10.000,00 (60.000,00 – 50.000,00), independentemente do valor que a empresa terá que desembolsar para repor a mesma quantidade de mercadoria.

Mas, imagine que para efetuar a reposição da mesma quantidade de mercadorias para dar continuidade ao negócio, a empresa tenha que desembolsar o montante de R$ 60.000,00.

Neste caso, não haverá nenhum acréscimo no caixa da empresa, isto é, financeiramente a empresa não obteve resultado algum, mas economicamente a empresa teve um acréscimo de capital de R$ 10.000,00.

Sobre o preço de venda para esta situação citada, precisa-se analisar a sua margem de contribuição a partir da sua reposição e não do fato passado. Por isso, pode-se afirmar que a margem de contribuição analisada, a partir do custo de reposição, demonstra a eficiência da gestão para análise e decisão sobre a continuidade e o futuro do negócio.

Conforme menciona Martins (2000, p.263), “talvez a maior utilidade da adoção do custo de reposição seja seu uso para efeito prospetivo, ou seja, para se analisar e decidir sobre o futuro”.

Considerações sobre o cálculo da margem de contribuição: uma proposta para inclusão do custo de reposição e do custo de oportunidade Para melhorar o entendimento do leitor, observa-se no Quadro 1 uma demonstração da diferença no resultado sob a ótica tradicional contábil e sob a ótica do custo de reposição.

O que pode explicar o fato de a contabilidade apresentar resultado positivo, não significa que a saúde financeira da empresa esteja garantida.

Contabilidade Tradicional
Custo de Reposição
Receita de vendaR$ 60.000,00R$ 60.000,00
(-) Custo mercadoria vendidaR$ 50.000,00R$ 60.000,00
(=) Margem de contribuiçãoR$ 10.000,00R$ 00,00

Quadro 1 – Diferença no resultado

No Quadro 1, verifica-se que a diferença reside, basicamente, no custo da mercadoria vendida. A contabilidade tradicional atribui valor à mercadoria que está sendo vendida, enquanto pela ótica do custo de reposição o custo da mercadoria vendida é considerado o custo da próxima compra, já que o interesse deste é identificar o valor em dinheiro que sobrará para a empresa após a reposição das mesmas mercadorias em estoques.

Mas quais são os reais efeitos do custo de reposição na gestão de negócios? – Partindo da análise efeituada anteriormente, existem duas questões a considerar: situação de carência de capital de giro e situação de fartura de capital de giro.

Na primeira situação, a ótica do custo de reposição ganha relevância ainda maior para a formação do verdadeiro resultado em termos financeiros, o motivo é que a sua inobservância forçará a empresa a captar recursos de terceiros para a reposição de novos produtos a fim de garantir a manutenção do negócio.

Se não considerar o custo de reposição, certamente a empresa terá dificuldades financeiras para dar continuidade a seu negócio e no desembolso para pagamentos de outros gastos. Isso implicará pagamento de juros, além de outra s complicações que poderão afetar o desempenho da empresa, tais como prazo para pagamento de empréstimos, pressão de credores etc.

Já na situação de fartura de capital de giro, a ótica do custo de reposição poderá não fazer tanta diferença, principalmente no início do negócio, ou enquanto o capital de giro estiver alto.

Com o passar do tempo, se o custo de reposição obedecer à tendência de aumento, irá consumindo o capital de giro até o momento em que a empresa não possuir capital próprio e entrará na mesma condição que a situação anterior.

Ressalta-se que, no quadro, não foram contemplados os demais gastos que possivelmente a empresa possui como os com folha de pagamentos, aluguéis, impostos e outros, pois o interesse foi de ilustrar apenas a diferença, já que o resto é tudo igual.

Voltando para a questão da margem de contribuição, observa-se que na coluna do custo de reposição, o resultado foi nulo, isso quer dizer que não existiu, em termos financeiros, nenhuma contribuição para pagamento dos demais gastos da empresa, por este motivo menciona-se a importância desta análise na gestão do negócio.

A ideia central desta análise reside no conceito de contribuição ou margem de contribuição, que pode se mostrar útil também quando se leva em consideração o custo de reposição por oferecer a opção de maior rentabilidade.

Apesar da importância da margem de contribuição, é necessário mencionar que, mesmo levando em consideração o custo de reposição, ainda assim esta margem não é substituta do lucro, principalmente se os custos fixos representam parcela significativa do custo total da empresa.

Qual a correlação entre Margem de Contribuição x Margem Bruta?

Margem de contribuição foi definida como a diferença entre as vendas e todas as despesas variáveis. Pode ser expressa como um valor absoluto total, um valor absoluto unitário e uma percentagem.

Às vezes, encontramos um índice de despesas variáveis ou um índice de custos variáveis, definido como as despesas variáveis divididas pelas vendas.

Assim, um índice de margem de contribuição de 20% quer dizer que o índice de custos variáveis é de 80%. A maior confusão de termos parece ser entre margem de contribuição e margem bruta (também chamada de lucro bruto).

Margem bruta é um conceito muito usado, principalmente no comércio varejista. É definida como a diferença entre as vendas e o custo dos produtos vendidos (quer dizer, o custo das mercadorias adquiridas e revendidas).

As seguintes comparações baseadas no exemplo desse artigo mostram as semelhanças e diferenças entre a margem de contribuição e a margem bruta:

Preço de Vendas —————————————————————————————–$ 0,50

(-) Custos variáveis: custo de aquisição de unidade vendida ——————–$ 0,40

(=) Margem de Contribuição ———————————————————————-$ 0,10

Se considerarmos que a empresa tem um único produto e que ela vendeu apenas um produto também em um determinado período, teremos:

  1. Receita de vendas ————————————————————————————$ 0,50
  2. (-) Custo Variável ———————————————————————————— $ 0,40
  3. Margem de Contribuição———————————————————————— $ 0,10
  4. (-) Custos Fixos —————————————————————————————-$0,03
  5. (=) Lucro Bruto—————————————————————————————– $0,07
  6. Margem Bruta——————————————————————————————— 14%

Qual é a importância da Margem de contribuição ?

A margem de contribuição é fundamental para saber como anda a saúde de uma empresa ou se ela está ou não gerando lucro. Com um bom cálculo, fica mais fácil compreender o lucro real da empresa na fabricação dos seus produtos ou na prestação de um determinado serviço.

Com isso, se torna possível entender as reais limitações da organização e as suas possibilidades de lucro. Ao conhecer exatamente quanto a sua empresa lucra — ou deixa de lucrar — é possível adaptar as estratégias e, portanto, melhorar os resultados de seu negócio.

Levando em conta os resultados do cálculo, o administrador poderá ter um maior embasamento para realizar investimentos (visando aumentar sua capacidade produtiva) sem que isso interfira diretamente no lucro da empresa.

Ou seja, no momento de investir, é interessante levar em conta o real lucro atual da empresa, possibilitando que uma percentagem mais justa seja levada em consideração no momento do investimento.

É interessante que o administrador tenha em mente que, ao saber o lucro real da empresa sobre um produto ou serviço, será mais fácil calcular quanto ele irá lucrar com o aumento da demanda (sempre levando em conta os custos de produção e as despesas variáveis e fixas).

Além de disso, as empresas que possuem sócios também podem ser beneficiadas com esse cálculo, pois a divisão dos lucros passa a ser feita levando em consideração os lucros reais do negócio, fazendo com que a empresa não seja prejudicada e que cada sócio receba a sua parte de forma justa e adequada.

 

O cálculo não é difícil e possibilita que a empresa passe a ter maiores benefícios e um melhor controlo da administração financeira, questões que são importantes para a saúde econômica (e longevidade) de um negócio.

Quanto mais o gestor ou administrador focar no cálculo da margem de contribuição dos lucros da empresa, melhor será a administração de seu negócio, melhorando os retornos financeiros no longo prazo e possibilitando um bom desenvolvimento da empresa.

“Entenda melhor como se enquadra a Margem de contribuição no processo de tomada de decisões, já a seguir”

Margem de contribuição para fins decisórios

A margem de contribuição é uma medida de desempenho operacional que deixa de lado os gastos fixos.

O conceito contribui de diferentes maneiras para o gerenciamento de uma organização, independente do porte ou natureza do negócio. Conheçamos algumas contribuições da medida:

  • Fundamenta decisões mercadológicas, relacionadas ao estímulo promocional do produto mais rentável segundo o parâmetro margem de contribuição;
  • Proporciona o uso racional dos fatores produtivos quando existem fatores limitantes de produção (gargalos);
  • Serve de base para a formação do preço de venda, especialmente quando existe capacidade ociosa;
  • Apoia análises relativas à concessão de descontos, contribuindo para a formação de limites;
  • Define o nível de atividades mínimo para que a produção seja de fato rentável.

A análise da margem de contribuição auxilia a administração das organizações a identificar os produtos mais rentáveis, aqueles que merecem maior atenção e recursos financeiros.

O conceito pode ser empregado para avaliação de alternativas de preço e planejamento financeiro.

Por isso, este conceito deve ser empregue é toda a empresa que deseja fazer escolhas certas.

Lembrando que durante a consideração da Margem de Contribuição na empresa, é necessário que haja um profissional da área da contabilidade, para que este possa direcionar o estudo, e garantir a perfeição dos resultados obtidos.